manchinha

Junho 15 2005
lapis01.gif

a minha vida dava um lápis digo-vos eu que já experimentei andar para aí a riscar e o resultado foi escandaloso digo-vos só que nem todos os lápis estão para isto aviso-vos que
os mais macios partem-se com facilidade os mais rijos fartam-se de ferir o papel é um
desespero e depois nem todas as borrachas servem para emendar e algumas ainda borram mais do que apagam outras dão completamente cabo da textura da folha rebentam com tudo é horrível olhar assim para uma página e ver feridas e lesões por todos os lados manchas e cicatrizes coisas de páginas doridas de tanto risco e desrisco olhem lá já agora de que cor havia de ser o lápis da vossa vida que o meu é um estafermo de um camaleão não consigo fixar-lhe a cor se bem que o azul seja o que mais me calha embora o amarelo também se farte de aparecer e o verde o roxo é que é mais raro mas o vermelho jorra-me naturalmente o castanho é mais quando preciso de ter os pés assentes no chão e faz-me falta assim como a terra quando é castanho-avermelhado e tem aquela força toda aí pareço quase um foguetão desses com os dois tubos de hidrogénio combustível como os que lançam o space shuttle e a bem dizer shutle não falta na nossa vida já pensaram bem os encontrões que a gente leva é só shuttle daqui para ali e shuttle dali para aqui parece que não se cansa o raio da vida deve ser a única coisa que não se cansa porque às pessoas vejo-as todas cansadas mesmo as que andam apaixonadas agora também andam cansadas e eu que julgava que a paixão atirava ao ar o cansaço que a gente só se cansava era de ser feliz com a paixão e essas coisas mas não agora anda cada vez mais gente cansada até as apaixonadas ó meninas digam-me lá então de que cor é a vossa paixão perdão estava nos lápis e agora saiu-me a paixão mas também pode ser que a minha paixão também dava um lápis mas a bem dizer seria assim mais uma caixa com as cores todas que a paixão tem destas coisas nasce sempre com o dito cujo virado para a lua a rebrilhar de riqueza ó céus paixão pelos lápis ou lápis-paixão digam lá se a vossa vida não dava igualmente um lápis e digam-me então de que cores quanto aos riscos é que são elas que são finos e grossos e muitos ou poucos há tanta variedade que nem sei digam lá vá a ver se agente se entende e se define assim a vida ou a paixão pelos lápis que dão se é que há lápis para tanta coisa mas claro que há só estou a desafiar-vos a ir até aos limites não sejam tímidas andem mexam-se e risquem-me lá essa paixão em tons violentos mornos frios ou duros como queiram mas risquem por amor de deus risquem e muito que o que falta aqui é aquela coisa da vibração como dizia ainda hoje uma senhora na televisão que a gente não percebe mas tá sempre a captar vibrações dizia ela eu cá fico-me pelas paixões e pelos lápis pois então que as tais vibrações eram um tanto para o confusas que eram boas ou eram más mas de qualquer forma a gente não percebe pronto e a modos que fiquei com a ideia que passamos pela vida a apanhar as vibrações dos outros e sem dar por ela e até me arrepiei só de pensar que afinal a vida não é minha é das vibrações e as vibrações são dos outros portanto a vida nunca é minha com mil raios afinal o que é que a gente anda cá a fazer fico-me pelo lápis que sempre é mais simpático pelo menos risca à minha maneira e se imita ou se capta é lá com ele fico-me pela lapiseira se me ponho a pensar e chego à conclusão que não me serve pronto
publicado por manchinha às 15:11

ó diacho, Pilantra, que agora cilindraste-me com o arco-íris...Mancha
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Anónimo a 24 de Junho de 2005 às 01:15

Bom, mas a verdade é que não quero que me acuses de estar a guardar segredo dessa coisa dos lápis.
Eu cá costumo fazer uns rolinhos de terra , passo-os pela grelha um bom bocado e depois meto-os na madeira para fazer o lápis. Outras vezes ando atrás das sombras e quando as consigo agarrar dou-lhes a mesma passagem pela grelha e vamos andando.
O pior é o brilho! Quando chega o brilho amando-me ao ar como o fogo de artifício e é quase impossível falar comigo: geralmente fico uns dois ou três metros acima do chão riscando tudo a amarelo, amarelíssimo, a escorrer um sabor ultramarino infestado de papoilas das mais variadas espécies, incluindo a branca!
Não, não tenho receio das papoilas. Só não gosto que sejam muitas nem muito juntas, que isso lhes diminui o esplendor da surpresa. Dificilmente haverá coisa mais bela e extravagante que uma papoila no Seringeti pelas três da tarde da tua cabeça. Mesmo aqui na Europa, e não passaram três séculos, havia extensos campos de papoilas destinadas ao «pão de papoilas» que adormecia a fome, a dor e o medo de crianças, velhos e adultos. Não, minha querida, não estou a referir-me à revolução proletária russa, não estou a referir-me ao «Outubro vermelho», estou de facto a falar da realidade que foi o pão de papoilas na Europa e na sua múltipla serventia para a tranquilidade dos nossos «tataravós». É estranho isto de uma falar e a outra pensar noutra coisa, não é? Não, entre distantes. Mas conhecendo as cores como conheces tu sabes que não preciso comprar o lápis verde porque já o tenho dentro de mim. Como eu sei que mesmo quando não falas de azul, o tens presente no brilho dos teus castanhos... ou não é?! Por que reduziremos os lápis de cor se não for para os gastarmos?Pilantra
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Anónimo a 23 de Junho de 2005 às 09:55

pápis, lapinhos, lápis-lapiseira... eu adoro a palavraaaaaaaaaaaaaaaaaa l-a-p-i-s-e-i-r-aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaManchinha
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Anónimo a 23 de Junho de 2005 às 09:25

Caramba, Manchinha!... Como diabo te foste lembrar da lapiseira? Essa agora!Pilantra
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Anónimo a 23 de Junho de 2005 às 08:47

e isso não é um tudo nada violento?!?Manchinha
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Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 20:04

Vês, como chegaste lá!... A borracha entra em funções queando se acaba o lápis!... ;) sotavento
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Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 12:28

olha que a borracha fica na outra ponta, visto que a ponta propriamente dita é que está em questão aqui, sendo que o risco está na ponta do lápis e não na borrancha, embora entre um e outro fique ainda imenso lápis para ter também em consideraçãoManchinha
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Anónimo a 20 de Junho de 2005 às 14:09

Essa agora!... Não bastava aqui a chatice da caixinha para me estragar a prosa ainda me aparece o caso da borracha no lápis! Valha-me o inefável santo ambrósio mais a imarcescível corte celestial!Pilantra
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Anónimo a 20 de Junho de 2005 às 11:06

Essa agora!... Não bastava aqui a chatice da caixinha para me estragar a prosa ainda me aparece o caso da borracha no lápis! Valha-me o inefável santo ambrósio mais a imarcescível corte celestial!Pilantra
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Anónimo a 20 de Junho de 2005 às 11:06

Vinha na outra ponta do lápis!... Modernices!... :)sotavento
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Anónimo a 18 de Junho de 2005 às 21:36

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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