manchinha

Janeiro 19 2006
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a gente não precisa de nenhum spielberg ou kubrick ou seja o que for aqui no império do sol poente porque os buracos negros são à dúzia e ao quilo que é mais barato nem os chineses dos trezentos nos batem nesse departamento e também temos a maior colecção de e.t.s de que há memória desde um pm ciciante com os pés virados para o infinito aliás o primeiro damo das presidenciais deste ano partilha da mesma característica física o que não deixa de nos lembrar que todas as coincidências são significativas que nesta coisa das características físicas há muito que se lhe diga e eu cá acredito que nos dizem mundos e fundos das pessoas nem precisamos de pôr os óculos e olhar para as linhas da mão para ver o óbvio tá claro e voltando à vaca fria como eu dizia os chineses andam fritos connosco porque já tiveram de aguentar um sol nascente e agora é o sol poente aqui à beira-mar plantado é bem verdade que temos as tunas académicas e os cantares alentejanos e as broas de avintes e o porco preto alentejano e a doçaria conventual e avinhaça de mesa imbatível mas o certo é que vai tudo para uma espécie de quadrado da ibéria que é um fenómeno que anda a intrigar os cientistas de todo o mundo e nós aqui com a maior taxa de desemprego entre cientistas do mundo vá-se lá entender a incapacidade de prever das sucessivas tentativas de governância bem sei que é um pedaço irrealista tentar governar qualquer coisa com o primo do coiso e a irmã da coisa sempre a bater-nos à porta mas que querem isto é preciso ajudar os desgraçados e ainda por aí muita fominha escondida por trás das camisolinhas vermelhas e amarelas de decote em vê e dos mocassins de vela e dos perfumes chanel sempre ouve aliás que não há como o império do sol poente para produzir ricos remediados por temporadas e depois puf lá se vão eles a dar a vez a outras estrelas cadentes de efémeras glórias durante igualmente efémeras governâncias já lá dizia o romano líder que cá para estas bandas havia um povo que não se governa nem se deixa governar olhem para os espanhóis que bem tentaram e só se meteram em trabalhos pois claro agora são mais prudentes mandam o el corte inglês primeiro para apalpar terreno e compram os bancos e os hotéis da avenida da liberdade e mesmo com os seus oficialíssimos quarenta por cento da economia local não se atrevem a partilhar connosco mesa cama e roupa lavada senão quem se desgoverna são eles e assim como assim já lhes bassta o que basta a Galiza também fica a poente e les vêem-se gregos para rentabilizar os mil e um recursos naturais daquela gente que à viva força quer ser poente não se percebe porquê raios não vêem o que vem aí com o senhor do queixo rígido a ameaçar ganhar as eleições claro que a abstenção é bem capaz de lhe roubar a glória total essa ladra esquiva e sinuosa que faz com que a gente vá ao clube vídeo no sábado anterior ao domingo sem outros programas televisivos senão os queijinhos das percentagens de votos e reportagens de gente histérica na rua com bandeirinhas aos guinchos para a televisão não a gente não precisa de ficção realista nem de dramas psicológicos que a gente disso tem cá muito e até nos sobra anda tudo meio enjoado até mas como dizer que não hã como dizer se os guionistas são sempre amigos dos amigos primos dos primos vizinhos e conhecidos caramba o que a gente quer é que o sol se ponha de uma vez a ver se a almofada nos faz sonhar qualquer coisinha diferente pela madrugada

publicado por manchinha às 08:10

querias uma loura também mas pronto a vida é assim tens de te contentar com o queixo rígido e as suas bisgadelas agora com a mania que é o terminador local até se ri e se escarrancha em cima dos carros valha-nos a santa que este não tem auréola nem surgiu por cima do zimbróriomanchinha
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Anónimo a 20 de Janeiro de 2006 às 07:33

ufa, que coisa! Já viste a Presidente do Chile?
Que inveja!Samartaime
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Anónimo a 19 de Janeiro de 2006 às 23:02

gostei das meninges rígidas e do disco rígido claro fiquei literalmente delirantemente rígida manchinha
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Anónimo a 19 de Janeiro de 2006 às 22:04

Queixo rígido?! E o disco rígido? E as meninges rígidas? E as leituras rígidas? E as dúvidas rígidas? E a paspalhice rígida? E o provincianismo rígido? E a iletracia rígida?

Abstenção? Para mim é um impensável. Qualquer um serve em comparação com «o queixo rígido». Não sabe comer, não sabe falar, não sabe estar, não sabe nem o que dizem os jornais, não sabe responder ao que se lhe pergunta, não sabe nem fazer uma ar de quem ouve, não sabe o que vai fazer nem para o que serve -- vai representar o quê? A mim, por mim, não vai.Samartaime
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Anónimo a 19 de Janeiro de 2006 às 10:57

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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