manchinha

Novembro 08 2007
quero ver-te ainda de madrugada as sombras do amor suspensas pelo quarto quero ver-te adormecida serena esquecida quero ver-te depois iluminada pela tímida luz a manhã quando nos meus lábios recitar o amor em todas as formas quero ver-te no teu sorriso ensonado no teu abraço morno quero ver-te todos os dias assim quero-te
publicado por manchinha às 11:52

Novembro 05 2007
sementes de rábano potinhos embrulhados em celofane cheiro de terra e perfume morno de flores enquanto se espera que um par de mãos hábeis separem minúsculos grãos de alface não misture por favor mas já agora arrange-me também uma porçãozinha de sementes de salsa não hortelã não bem sei que é oferecida mas não gosto doce a mais as prateleiras manchadas de água e terra químicos que cheiram a estufa as tesouras enegrecidas alinhadas na parede do fundo adoro esta loja não planto grande coisa ponho tudo em vasos no parapeito da janela e depois basta um fim-de-semana fora para me dar cabo do meu meio metro de jardim é uma tentação esta lojinha escura com a florista rechonchuda e o marido enrodilhado em macacões e luvas de jardinagem no outro dia havia lírios por todo o lado hoje são rosas e umas pequeninas e amarelinhas que não conheço do tecto pendem fetos e uns cachos de uma trepadeira qualquer com florinhas arroxeadas é tudo visualmente atraente para que é que quero as sementes de rábano ainda não sei vou descobrir não se preocupe fertilizante é que não que posso confundi-lo com o frasco de listerine
publicado por manchinha às 10:10

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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