manchinha

Janeiro 18 2008


gosto do número um que tem aquela coisa de filha única mimada intelectual distante que acaba por ser uma solitária que se resguarda mas gosta de companhia já o dois é um número de namorados de gémeos que se replicam e vivem a sua felicidade em perfeita indiferença para com o que se passa à sua volta que a gente vê de mãos dadas ou em abraços pelos jardins e na fila do cinema mas do três eu gosto que é forte amarelo um número de terceira pessoa possessiva mandona que subjuga as outras duas tem personalidade e é impossível não gostar dele o quatro já é mais coisa de casais contentinhos que se dão muito bem e anseiam por um pouco de aventura mas se escudam no seu confortável estatuto castanho cinzento às vezes azul-marinho como os blazers dos frequentadores de clubes de vela o cinco é um número de rebeldia um conjunto que no entanto distingue os seus membros uma coexistência difícil trabalhosa e também livre e ao sabor dos caprichos muitas vezes em tons de vermelho gritante como uma voz que luta para se fazer ouvir o seis no entanto é assustador como um conjunto de ovelhas que se juntam ao meio dia encostadas a um débil pauzinho na esperança de aproveitar a linha de sombra que ele proporciona o sete é um artista caprichoso brincalhão inconsequente aparatoso palavroso solar e agradável quando não ressaquento e mal disposto já o oito é um bloco militar retraído defensivo forte sólido e sagaz o nove é uma associação de intelectuais gente bem nascida e discreta educada inteligente mas dificilmente generosa para quem é de fora e o zero é um mistério hibernação animal fofo mas perigoso desconhecido
publicado por manchinha às 11:53

Estou mesmo a ver a quem te referes com o 6, o 4 e o 9...
julinha a 18 de Janeiro de 2008 às 13:37

Lá terei de rever a tabuada, está visto!
samartaime a 19 de Janeiro de 2008 às 01:00

E eu gosto de te ler. Mesmo sem números.
Beijos
Anónimo a 21 de Janeiro de 2008 às 18:01

Hum, o anónimo é meu, desculpa
postscriptum a 21 de Janeiro de 2008 às 18:02

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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