manchinha

Março 22 2008
o que quero o que me apetece é dizer-te muitas vezes coisas sem importância das que te fazem sorrir comigo contar-te em muitas palavras histórias pequeninas observar-te enquanto as ouves atentar aos teus gestos e beber as tuas palavras até crescer entre nós o silêncio  de que estamos à espera para sentir e entender isto que ainda é novo e tem de se habituar dentro de nós o silêncio em que só o corpo fala e mesmo quando não nos olhamos sabemos o que vai connosco depois talvez puxes de um cigarro e eu estenda a mão porque também quero sentir o fumo a queimar-me no peito como tu o sentes procurar então os teus olhos e esperar que eles me devolvam o que tenho vontade de te arrancar que já me dói cá dentro que me puxa com a força a vertigem de um abismo para ti quero ler no brilho húmido dos teus olhos o mesmo para então baixar a cabeça para me render e deixar que me tomes nesse aperto que nos adormece para tudo o que não seja apenas nosso vês como me rendo submeto ao teu fogo cada centímetro de pele arrepiada vês como da surpresa me faço presa
publicado por manchinha às 23:32

tenho uma confissão a fazer tive-te comigo ontem à noite fechei os olhos e senti-te nos meus braços o sentimento era tão bom que respirei fundo pois só conheço a tua voz nunca experimentei o teu toque mas desejo tocar-te não sei como mas acho que te amo
Anónimo a 24 de Março de 2008 às 18:30

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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