manchinha

Outubro 17 2005
não consigo ler só um livro um jornal ou uma revista de cada vez pela mesma razão que não consigo chegar a um supermercado e ignorar os rótulos as embalagens coloridas e os produtos que não utilizamos todos os dias mas que dão um ânimo indescritível quando decidimos que temos de os utilizar eu sou dessas pessoas que se perdem nos corredores cheios de prateleiras que levam horas dentro de um supermercado e que vão atirando para dentro do carrinho uma série de coisas perfeitamente dispensáveis mas olhem só o que eu penso quando ando ali e vejo um pesto diferente verde e cheio de azeite ponho-me logo a imaginar uma taça de esparguete a fumegar com farrapos de pesto espalhados por cima queijo ralado e orégãos quando chega a celtinha de lista na mão e aponta para tudo que não está escrito olha lá quando é que vais ter tempo de comer o tal esparguete afinal andas a fazer dieta ou não claro que ando ele é um não mais acabar de sumos batidos e quantidades verificadas ao centilitro mas apetece-me na mesma toda a casta de temperos está-se a ver são mais os condimentos que me enlouquecem que a comida propriamente dita mas ela é organizada e disciplinada pega em tudo e retorna às prateleiras e mantém-se firme de vontades não vá eu ceder na mesma às tentações quando ela olha para o lado ainda tens frascos e caixinhas de há dois anos diz ela com toda a razão se bem que por mim já estivesse tudo gasto se bem que se não me dissessem olha que hoje não queremos nada esquisito nos ovos mexidos eu já tinha gasto tudo claro não havia frasquinho que não estivesse vazio e pronto para o lixo e a propósito não vos acontece acharem os frasquinhos óptimos e sentirem uma grande pena de os atirar fora sem mais nem menos é que só quando a gente vive no meio da abundância é que não tem pena de atirar coisas fora haviam de ver os mercados africanos de garrafas de plástico às centenas empilhadas por cima das esteiras umas a seguir às outras ao sol e ao ar livre desdobradas em grandes extensões de mercados e os garotos preparados para cortar os gargalos com as facas feitas de pedaços de lata afiados na pedra se queres uma taça ou um vaso mais alto arranja-se tudo para todos os tamanhos que quando não se tem mega lojas com jerricans taças e tacinhas vasilhame variado há que aproveitar o lixo que os ocidentais ricos desprezam tudo o que sirva para transportar água líquidos e comida é valioso pagas umas poucas moedas é riqueza é negócio
publicado por manchinha às 12:03

só agora é que vi esta diacho mulher queres mesmo arranjar-me problemas tu e a ladina olha que a celta é de gancho que coisa julgas que estou eu para apanhar com o sapato claro que não não émanchinha
(http://manchinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:)
Anónimo a 31 de Outubro de 2005 às 00:45

Ó Manchinha, tu põe aí a diabinha da diabetes e em vez de Celtinha escreve «Ladina» (se ela me lê mata-me!)e tens o cenário montado aqui para o pombal!Samartaime
(http://abracadabra.weblog.com.pt/)
(mailto:samartaim@yahoo.com)
Anónimo a 19 de Outubro de 2005 às 15:20

E se eu lhe dissesse que cá em casa há alguém que nem os papéis do leite gosta de deitar fora, já se sentia mais acompanhada?!Assumida Mente
(http://www.assumidamente.blogspot.com)
(mailto:assumidamente@iol.pt)
Anónimo a 19 de Outubro de 2005 às 01:59

eu também sou dessas que anda no supermercado com o carrinho de compras à frente a ver tudo quanto há de novo nas prateleiras e depois compro uma quantidade de coisas que era perfeitamente dispnesáveis mas que mais dia menis dia, mais mês menos mês vão dar para fazer aquela receita maravilhosa...alguém
(http://nasha.blogs.sapo.pt/)
(mailto:SuperNasha@hotmail.com)
Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 14:41

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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