manchinha

Outubro 14 2004
ó menina case comigo não saio daqui acampo mesmo aqui enquanto não disser que sim mas que disparate rica não vê que estou comprometida além disso está tudo a olhar para nós quero lá saber sem si não arredo pé aqui até há umas igrejas lindíssimas olhe é a santo antónio vem mesmo a calhar não acha assenta-nos como uma luva mesmo que seja sem charretes nem as outras cem noivas de lisboa a bem dizer a gente até é da linha não precisamos dessas coisas chega-nos o amor e uma cabana e o seu sim emnina diga lá vá lá já lhe disse deixe-se desses disparates pronto já percebi depois não se queixe que eu bem a avisei que não arredava pé olhe passo a buscá-la à meia-noite como a uma verdadeira cinderela levo a limousina atiro-lhe pedrinhas ao vidro não lhe faço uma serenata mas ponho o hi-fi da máquina no máximo assim à filme underground americano com gangs e tudo quem lhe dá o gang é a minha namorada tenha juízo se isso se diz olhe que ainda acreditam que disparate já lhe disse vá provar o ponche e eu quero lá saber do ponche e das princesas aqui há uma encantada e eu só tenho olhos para ela para si veja lá que me ponho de joelhos com as gerberas do centro de mesa na mão tá a ver ao ponto que chega a minha loucura ó dor de coração por que razão me há-de calhar a mim a sua guerra a mim que só lhe quero bem e é de amor que lhe falo vá lá case comigo case comigo olhe que trago a tenda no carro e os kleenex e as garrafas de água só não trouxe o farnel que aqui era para comer à fartazana também à gente aos molhinhos vá lá dar uma volta conviver um bocado olhe ali aquela moçoila que é só suspiros para o seu lado a arrastar-lhe a asa a arrastar-me estou eu por si menina veja lá se quer que me apunhale no coração com a faca da manteiga por acaso esta já está suja de maionese tem mais sabor e tudo não não e não deixe-se disso já lhe disse e repito e agora desampare-me a loja que vem ali a minha querida e era só o que me faltava ser apanhada nestas divagações consigo veja lá como se porta olá querida conheces a P. pois estou farta de te falar nela ai conheço claro que conheço já pediu toda a gente em casamento aqui está a incomodá-la está olhe que eu não estou para graças se for preciso puxo do sapato e olhe que é italiano de pele autêntica e sola nada de borracha para agarrar ao chão como os dos revolucionários e dos polícias que acham que a vida é uma pista de tartan para andarem todos uns atrás dos outros e olhe que eu não me ensaio nada para lhe acertar com a biqueira na bestunta testa vá lá assediar a dona da casa se faz favor que agora levo daqui o meu docinho que isto não é para gulosas isto é encomenda especial só para mim calma calma minha amiga quem é que lhe disse que se passava aqui alguma coisa pois ainda bem que não se passa mesmo nada porque eu já sabe não acredito nas relações livres pois claro eu também não nem sabe como estou consigo de alma e coração ó alminha vá-se lá embora antes que isto descambe não lhe disse que ela não é para brincadeiras mas isto é uma festa e eu estou a divertir-me quer mandar-me embora porquê olhe se é para me dar cabo do coração já o fez vou montar a tenda aqui mesmo e daqui não arredo ó credo a menina é louca de todo vá vá lá vou consigo até à casa de banho vai pôr a cabeçorra debaixo de água para ver se se acalma se lhe passa essa taradeira sim claro minha princesa arraste-me para o banheiro eu sempre achei o espaço entre a sanita e o lavatório muito provocante é assim como estar entre os dejectos do pecado e a purificação pela água não acha não acho nada chegue-se para lá que isto assim não vai a lado nenhum vai sim vou consigo até ao fim do mundo a menina não acredita mas vou mas não arredo pé enquanto não estiver casada comigo ponha mas é a cabeça debaixo da torneira ai que bom isto vai ser como um concurso de t-shirts molhadas ah a menina mata-me com mimos chegue-se para lá que me está a molhar a seda artificial ó minha princesa como é possível resistir-lhe assim a molhar-me os caracóis como nos filmes para ficarmos com o ar selvagem das pessoas apaixonadas credo mulher largue-me que coisa um beijo um beijo o meu reino por um beijo qual beijo qual carapuça ai meu deus que estão a bater à porta mas que é isto que pouca-vergonha vem a ser esta eu não lhe disse que lhe dava com o sapato italiano fuja fuja desgraçada que não respondo por ela responda por mim então diga-me que sim que eu até com o sapato levo com todo o gosto com todo o amor com todo o carinho sua desavergonhada eu já lhe digo o que morde um sapato italiano salte salte mulher pela janela pela janela por si faço tudo se quer que salte eu salto ofereço-lhe o salto do meu amor eu do-lhe é o salto do sapato cuidado que isto ainda é alto não há altura que me afaste de si ui para italiano o raio do sapato parece uma bota da tropa na tropa devia você estar sua desavergonhada pronto eu salto eu salto pare lá de me calcar os caracóis com esse depósito de pés de atleta aqui vou meu amor ai ui ai ai ai ai que é isto uam roseira ai ai ai ui pelos céus tinha de ser uma roseira não bastava uma sebe ou mesmo relva ui ui ui ai é por estas e por outras que eu não vou com rosas esta coisa dos espinhos deixa-me maluca ai ai ai ui ui credo mulher que te aconteceu aterrei numa roseira não queiras saber como não quero não mas tu estás horrível isto é um susto ui ai ai ui ai vais para o hospital ai pois vais não por amor da santa ui trata de mim ai ui tens mercurocromo isto pede álcool e antitetânica no mínimo ui nem penses não posso ai ai não aguento pois vais ter de te aguentar senão espeto contigo nas urgências não ui ai não por favor ui sabe-se lá como é que nos tratam nos hospitais ai ai olha não tenho álcool mas tenho aqui uma garrafa de uísque a menos que prefiras o frasco do vinagre ai ui mulher tas doida nem em fales nisso só falta passares-me sal em todo o corpo pois é era o que merecias mas ficamo-nos pelo uísque ai tas doida isso ai é uma garrafa de dezoito anos é o que tenho que queres ai deixa ver ui deixa-me provar ui ui ah mas é bom demais é o que tenho ui ui está bem venha de lá o vinagre ai e traz dois copos miga ui que assim afogo também as mágoas
publicado por manchinha às 19:23

Interessante o teu Blog, visita o nosso em http://bloggay.blogs.sapo.pt/Carlos
(http://bloggay.blogs.sapo.pt)
(mailto:cp.hr@clix.pt)
Anónimo a 1 de Dezembro de 2004 às 01:27

ai... vocês não me puxem pela língua...Manchinha
(http://manchinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:e_manchinha@sapo.pt)
Anónimo a 19 de Outubro de 2004 às 10:16

Queremos mais! ;)Mente Assumida
(http://assumidamente.blogspot.com)
(mailto:mente_assumida@iol.pt)
Anónimo a 19 de Outubro de 2004 às 10:06

Pois.Pilantra
</a>
(mailto:samartaim@yahoo.com.br)
Anónimo a 18 de Outubro de 2004 às 12:22

estas produções fazem-me lembrar qualquer coisa.. vasculho a memória e aparece, primeiro, o Cortázar, e o homem que vomitava coelhinhos (e depois escondia-os roupeiro, ou parece-me que era assim), depois, e a tarada da imaginação vai sempre por aí, volto ao Cronemberg, talvez haja qualquer coisa Burowghsiana em si. Mas não há dúvida, lê.se com um misto de espanto e gargalhada a fazer cócegas no peito de tanta vontade de continuar...eu
(http://eueocao.blogs.sapo.pt)
(mailto:eu@sapo.pt)
Anónimo a 18 de Outubro de 2004 às 11:39

Adorável, a história! Eu não teria contado melhor... Quanto aos pormenores escabrosos (mas, suponho, deliciosos), dependem dos desenvolvimentos que a Pilantra dê nas suas revelações... Estamos à espera, Pilantrinha!Mente Assumida
(http://assumidamente.blogspot.com)
(mailto:mente_assumida@iol.pt)
Anónimo a 18 de Outubro de 2004 às 00:42

Adorei o teu texto, sobretudo a forma original como o escreves. Fartei-me de rir. Os meus parabens Manchinha. Continua assim adorável!censura
</a>
(mailto:eits@hotmail.com)
Anónimo a 17 de Outubro de 2004 às 15:32

GRAVE ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÂO NA BLOGUESFERA

O post de Miguel Vale d Almeida ("Propaganda") e a censura que instaurou na caixa de mensagens para impedir a publicação de opiniões contrárias á sua, é o culminar de umas das mais graves campanhas contra a pluralidade de opiniões... ABSSOLUTAMENTE ESCANDALOSO!!!

censura
</a>
(mailto:eits@hotmail.com)
Anónimo a 17 de Outubro de 2004 às 15:31

Os desenvolvimentos progridem... A mesma história continua mas agora em novos moldes.
O Renas está como ontem, apenas os comentários cresceram muito -- portanto ESTÃO LÁ!
Mas há sinais de mudança: estão a encaminhar-se para os tempos...Pilantra
</a>
(mailto:samartaim@yahoo.com.br)
Anónimo a 16 de Outubro de 2004 às 19:04

caro barroso-sozinho-com-colegas-parvos: se bem que alguém tenha tirado o dia para nos atulhar de comentários de gosto duvidoso, dada a minha boa disposição natural (que não é para todos os dias) vou deixá-lo pairar no éter por enquanto. vou dar-lhe a oportunidade de ser barroso-no-éter-com-elegância-e-eventualmente-amigos. Manchinha
(http://manchinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:e_manchinha@sapo.pt)
Anónimo a 16 de Outubro de 2004 às 03:18

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
mais sobre mim
Outubro 2004
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
13
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


pesquisar
 
blogs SAPO