manchinha

Outubro 22 2007
estava aqui a pensar se faz algum sentido mas para mim é um prazer e por isso não desisto de olhar para o céu como para um grande ecrã e projectar lá os meus sonhos imagens visualizações de grande complexidade qualidade extensas e felizes hoje sou eu mas amanhã podes ser tu ainda não sei às vezes estou egoísta no que respsita à posse do meu céu só que é tão vasto que abarco apenas uma pequena parte por isso chamo-te peço-te que partilhes comigo a imensidão não posso perder-me em tamanha grandeza sozinha tenho de criar laços para poder voar mais longe que a gente só perde o norte podem ter a certeza então chamo-te convido-te mas a verdade é que já estás aqui no meu céu está muita gente de quem gosto porque passo a vida a vê-los no meu ecrã e isso não acaba mais como um filme uma sequela de tudo o vento levou mas sem cenas de feridos ou de guerra não que isso abomino é mais cenas de amor prazeres familiares sessões de cinema no sofá com a manta sobre os nossos joelhos e pipocas mesmo que não gostes de pipocas haverá sempre uma taça à nossa frente para misturar prazeres na vida como no ecrã mistura-se tudo e é o que sabe melhor como na mesa o contraste de texturas macias e estaladiças coisas que escorregam e outras que nos obrigam a ter um bocadinho de trabalho mas no fundo é o prazer que isso tudo dá a deslizar pela boca e a estimular-nos por dentro como uma sensual sessão de amor
publicado por manchinha às 13:30

manchas negras, cinzentas e brancas em todos os cantos da nossa vida. que fazer senão chocar de frente com elas e esperar que o acidente tenha consequências notáveis?
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